A geração Y e a Internet das Coisas vão mudar o mercado de seguros

O comportamento e as preferências dos clientes da geração Y em conjugação com a evolução contínua da Internet das Coisas (IoT Internet of Things, na sigla em inglês), vão provocar uma transformação significativa na forma de atuação dos tradicionais agentes do mercado de seguros, ameaçados pelos risco de ficarem atrás de novos concorrentes como as startups financeiras de tecnologia.

Esta é uma das constatações da pesquisa “Voice of the Consumer” (Voz do Consumidor, em português), conduzida pela Capgemini e pela Efma junto a mais de 15.500 consumidores do mercado de seguros do mundo inteiro.

A tendência observada mostra que a geração Y tenha menos experiências positivas com as seguradoras apesar de comunicarem mais frequentemente com elas. Esse público interage mais em todos os canais de comunicação, principalmente nos digitais, sendo até 2,5 mais vezes nas mídias sociais do que os outros clientes e 2 vezes mais por meio de dispositivos móveis.a internet das coisas e o mercado de seguros

Considerando que mais de um quarto de todos os clientes tenciona comprar ou renovar o seu seguro por meio de canais digitais nos próximos 12 meses, o nível de experiência desse público é particularmente preocupante para esta indústria. Além disso, aproximadamente um quarto dos clientes da geração Y diz que provavelmente contrataria seguros de empresas de tecnologia não tradicionais, destacando a ameaça que os novos concorrentes representam para a base de clientes das seguradoras tradicionais.

Se não oferecerem os canais de relacionamento adequados aos clientes digitalmente avançados, os agentes tradicionais do mercado de seguros correm o risco de empurrá-los para um grupo crescente de novos “players” do mercado e para concorrentes não tradicionais impulsionados pela tecnologia. A geração Y indica claramente que a forma como fazem negócios é diferente, e os atuais agentes do mercado segurador que conseguirem atendê-los conforme as suas preferências terão uma vantagem competitiva clara.

Cresce o domínio da IoT

Uma ameaça mais fundamental, ou facilitadora, para o futuro das seguradoras é a próxima onda de tecnologias conectadas, sob a forma de inovações como casas inteligentes, dispositivos “vestíveis” e drones, robôs e carros ativados por meio de máquinas. As tecnologias de IoT devem transformar os modelos de negócio tradicionais do mercado de seguros, desde a forma como as seguradoras se conectam com seus clientes até a análise e gestão dos riscos.

Apesar dessa ameaça, aponta o relatório da Capgemini, este mercado está subestimando, e muito, a dimensão da adoção das tecnologias conectadas. Apenas 16% das empresas acreditam que os clientes aceitarão carros sem motoristas, por exemplo, enquanto 23% dos clientes demonstram esse interesse.

Mais significativo do que a idade, a riqueza é o fator que mais leva o cliente a abraçar as tecnologias relacionadas à IoT. Mais de 45% dos clientes de classe A e B da geração X devem adotar ecossistemas inteligentes, dispositivos conectados e prontos a utilizar, comparados a apenas 30% a 35% de pessoas mais jovens e com menor poder compra.

Para clientes da geração Y com maior poder de compra, a probabilidade de adotarem as tecnologias conectadas é maior (50%). No entanto, os clientes mais ricos também tendem a contratar seguros de empresas não tradicionais. Globalmente, aproximadamente 31% dos clientes com alto poder de compra afirmam que podem vir a contratar seguros de empresas de tecnologia, percentagem que sobe para 47% entre os clientes mais ricos da geração Y.

Fonte: Convergência Digital / Fernanda Ângelo

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